Cristãos de esquerda (e até mesmo não cristãos) frequentemente apontam para as advertências de Jesus sobre riqueza pessoal. Até mesmo o teólogo David Bentley Hart, na introdução de seu Novo Testamento tradução, afirma que o Novo Testamento condena a riqueza pessoal como intrinsecamente má, e que os textos bíblicos “são tão inequívocos sobre este assunto que requer um desafio quase heróico do óbvio para não compreender sua importância” (pg xxvi). A rejeição típica desta visão a respeito das advertências de Jesus contra os ricos nos Evangelhos é que Jesus não era contra a riqueza per se, mas sobre seus abusos ou a atitude do coração em relação à riqueza.
No entanto, de acordo com um novo artigo para Associação de Economistas Cristãos por Walker Wright intitulado “Não podeis servir a Deus e a Mamom”, a análise de Hart está correta: o Novo Testamento parece veem a riqueza principalmente como um mal inerente.
Se isso for verdade, isso significa que os cristãos devem evitar o capitalismo? Isso significa que devemos castigar aqueles com riqueza pessoal ou impedir sua aquisição? E se não, por que não? Wright diz que o contexto histórico é extremamente importante, pois nos ajudará a discernir por que Jesus disse o que disse sobre riqueza.
O artigo de Wright é disponível em PDF aqui, e é uma demonstração de que o porque por trás de certas advertências bíblicas são um fator-chave na interpretação adequada, em vez de tomá-las pelo “valor de face”. Da próxima vez que alguém perguntar se Jesus era contra a riqueza, você pode responder com: Sim, mas o motivo faz toda a diferença!


